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domingo, 22 de julho de 2012

Morangos Mofados

Sou morena e magrinha, mas não como qualquer polinésia, como queria Cecília, e também nada tenho de Oriente: sou mais britânica na minha morenez, sou mais Brontë, qualquer das três. Meu pequeno coração foi gestado numa áspera charneca, gasto os invernos tentando descobrir infrutífera um caminho qualquer sobre a neve capaz de transformar todos os caminhos num único descaminho gelado e sem porto, tivesse nascido cem anos atrás me fanaria em brancas rendas e hemoptises escarlates, menos por doença que por delicadeza, insuportáveis que são para meus olhos os escarpados penedos das tardes ou a luz clara do meio-dia, envolta em penumbras que amenizassem o duro contorno das coisas viventes, assim me fanaria, com a magra mão translúcida estendida para o aro metálico dos óculos pousados sobre a capa de couro de um romance antigo, cheio de paixões impossíveis.


sábado, 24 de dezembro de 2011

Caio Fernando Abreu

"Nem que eu lute contra mim todos os dias. As coisas vão mudar."

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Re-amar.

 Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.





quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Caio Fernando Abreu

"Não gaste belas palavras com quem não vai entendê-las."

garoto-sexy:

Eu sempre fui um sonhador e é isso que me mantém vivo.

Racionais 

domingo, 13 de novembro de 2011

Caio Fernando Abreu


“Não, ela não era tola. Mas como quem não desiste de anjos, fadas, cegonhas com bebês, ilhas gregas e happy ends cinderelescos, ela queria acreditar.”

Caio Fernando Abreu
“Não, ela não era tola. Mas como quem não desiste de anjos, fadas, cegonhas com bebês, ilhas gregas e happy ends cinderelescos, ela queria acreditar.”
Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Caio Fernando Abreu

"Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. "




quarta-feira, 5 de outubro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Caio Fernando Abreu

Fiquei. Você sabe que eu fiquei. E que ficaria até o fim, até o fundo. Que aceitei a queda, que aceitei a morte. Que nessa aceitação, caí. Que nessa queda, morri. Tenho me carregado tão perdido e pesado pelos dias afora. E ninguém vê que estou morto.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

domingo, 28 de agosto de 2011

Caio Fernando Abreu

“Que setembro venha com bons ventos, 
que me traga sorte e amor,
que não me deixe sofrer, por favor.
”



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Caio Fernando Abreu

“Meu medo não é te perder pra alguém melhor. 
É te perder pra alguém que não te ame tanto quanto eu.”

domingo, 14 de agosto de 2011

Caio Fernando Abreu

Se a barra pesar, vinhos, conhaques — tudo isso ajuda a atravessar agosto.



Se a barra pesar, vinhos, conhaques — tudo isso ajuda a atravessar agosto.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

domingo, 7 de agosto de 2011

Caio Fernando Abreu

“Daqui a 50 anos eu ainda vou saber seu nome e vou me lembrar de todas as vezes que você me fez sorrir.” 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Caio Fernando Abreu

E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também.