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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Renato Russo

Em um show Renato Russo perguntou para o público:
- Alguém ai já sofreu por um amor verdadeiro?

A plateia respondeu:
-'Já!!!

Reanto Russo disse:
- Errado, o amor verdadeiro nunca vai te fazer sofrer, pois quem ama cuida, não magoa e nem decepciona... Não busque pessoas perfeitas por que não somos... Busque apenas pessoas que te valorizam!



Querido Jhon

“Ria pra mim, ria de mim, ria comigo.
 Das minhas piadas, do meu jeito, dos meus defeitos.
 Ria do que quiser, mas sempre me dê um sorriso.”

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Immanuel Kant

A sabedoria das mulheres não é raciocinar, é sentir.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Cecília Meireles

"Aprendi com a primavera a me deixar cortar. E a voltar sempre inteira."

Victor Hugo.

O inverno cobre minha cabeça, mas uma eterna primavera vive em meu coração. 

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Porque Romantismo Moderno?

 Eu não sei. Gostei do nome. Porque hoje em dia romantismo não existe mais. É caso raro. E não venha me dizer que é romântico só porque diz que ama, sente falta, dá beijinho de esquimó e essas coisas. Isso é grude, com insegurança e um pouco de paixão. Romantismo é surpreender, é ter as cartas na manga. Romantismo é uma qualidade, grude e paixão é algo momentâneo e todo mundo tem. É que o pessoal tem mania de confundir.



domingo, 13 de novembro de 2011

Para se roubar um coração.

Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto,
não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.
Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.
Conquistar um coração de verdade dá trabalho,
requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.
É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente
tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes,
que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
…e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele,
vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.
Uma metade de alguém que será guiada por nós
e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.
Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.
… e é assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade,
a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém… é simples…
é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.
(Luís Fernando Veríssimo)

Cecília Meireles

De longe te hei de amar- da tranquila 
distância em que o amor é saudade
 e o desejo, constância.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Confesso-lhes, ontem, eu fumei.

Um maço, dois, mentira, um único cigarro. Ele me pareceu tão grande e demorado. Eu precisava, precisava encher o pulmão de alguma coisa desconhecida, alguma coisa que não fossem borboletas inquietas e ousadas querendo saltar do estômago. Precisava tanto transparecer em algum canto, sentir alguma coisa entre os dedos, só para saber como é o sentimento de posse. Precisava sentir alguma coisa entre os dedos finos e compridos, sentir que havia algo ali e que não estava só. O cheiro ruim grudou na minha roupa, não preciso de ninguém me vendo, me sentindo, me beijando ou me tocando.
Eu chorei, e ninguém ouviu. A lua desapareceu do meus olhos, e num descuido minh’alma se foi pra distante. Os corpos celestes mais formosos ainda sorriam. Continuo me apoiando no escuro do meu quarto, soluçando em choro, e fraquejando a voz aos céus. Não suportei ouvir nada além do meu timbre tenebroso e escandaloso na minha cabeça. Eu queria gritar. Mas, não podia. Eu me canso fácil, tu sabes, sabes também desse meu medo imenso da solidão. Tenho medo de estar completamente só. Não de ser. ”Eu preciso colocar essa blusa p’ra lavar…” E agora? E agora de vale esse meu pulmão transbordando uma fumaça fétida? Eu precisei, eu disse…  Não brigue comigo. Como se você se importasse se eu fico mais bonita ou não, com um cigarro entre os dedos. A única coisa que deveria estar entre meus dedos é você.
Mas agora faz silêncio, para minha alma adormecer dentro do seu pensamento. Essa bala atravessou meu peito, num tiro certo. O paraíso me recusa por ser assim, tão inconstante e estúpida. Choremos. E deixemos que o dia amanhã nasça um pouco mais branco do que preto.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Cachos Familiares - Luiz Ruffato.

Cachos Familiares

         Manuela tinha 82 anos. Morava com suas quatro filhas no interior paulista.
         Participava de grupos de dança, jogava cartas com as amigas, passeava diariamente com sua bolsa preta a tiracolo.
Circulava o batom nos lábios finos para flertar com as sombras dos muros brancos. Já estava viúva, mas não cansada de si.
         Apertava os olhos quando faceira, lançando o pescoço para trás como Ava Gardner. Seu rosto era uma correspondência aberta a vapor de chaleira. Delicado, confidente.
         Mas ela morreu por causa das bananas. Morreu de bananas. É a morte-banana que pode atingir todos os octogenários.
         Não é pra rir. Sua morte não foi patética. Esclareço com pesar.
         Conhecida no bairro pela preservação do salto em qualquer caminhada, vasculhava a feira em ruazinha de sua cidade, às terças. Cumprimentava os feirantes com o aceno leve de cabeça, como se estivesse começando uma dança de salão.
         Deslizava pela calçada, arrebatada talvez pelo sol esverdeado ou pelo cheiro de manjericão se abrindo úmido nas mesas; é mesmo sutil a felicidade, raro diagnosticar sua origem, emerge com fúria de um som ou cheiro de uma lembrança. A felicidade é frágil, nem pensamos muito nela para não perdê-la.
         Naquela manhã, ela não comprou um cacho de bananas como de costume. Comprou três dúzias. Encheu sua sacola de bananas. Voluptuosas, amarelas, listradas. Exagerou, mas pensou que as frutas amadureciam em semanas diferentes, que faria uma torta, um doce.
         Não previu que estava se matando.
         Ao chegar em casa, suas meninas um tanto mulheres se prontificaram a ajudá-la com a sacola. Correram ao portão.
         - Mãe, que pesado, o que trouxe?
         - O que é isso mãe?
         - Mãe, para que 36 bananas?
         - Isso não é normal, mãe.
         Mãe, você caducou? Dá pra montar uma banca.
         Ela mexia os ombros, envergonhada com o julgamento.
         O inocente tem ares culpados. O inocente não ensaia, é pego desprevenido. O inocente tem aparência muito mais criminosa do que um culpado.
         As filhas se reuniram na janta e decidiram que atitude de Manuela extrapolara anormalidade, um disparate, infelizmente estava ficando gagá.
         E duvidaram de cada evocação dali por diante, de cada frase de Manuela, da imaginação de Manuela. Toda conversa isolada é a de um louco.
         Questionaram seu domínio, sua independência, confirmaram fatos e datas para confundi-la.
         Um velho não pode cometer exuberâncias, saciar desejos de grávida, vontades altissonantes e esquisitas. Só o jovem. Se o velho supera a medida, já é visto como doente. Esclerosado.
         E não mais permitiram Manuela sair, brincar com as amigas, suspenderam suas atividades pela suspeita de doideira. O tribunal familiar é o único que ainda usa o confinamento.
         A proteger, sufoca. Ao cuidar, enfraquece.
         Os prisioneiros do amor nunca serão soltos.
         Ela não viu sentido em revidar, entregou-se lentamente ao sofá. Vidrada na televisão. No aquário de seu vestido floreado. Morreu em seguida de amargura.
         Morreu porque comprou duas dúzias de bananas. E tinha 82 anos.


Luiz Ruffato.

domingo, 6 de novembro de 2011

Machado de Assis.

Para as rosas, escreveu alguém, o jardineiro é eterno.

 

Joseph Addison

O sol é para as flores o que os sorrisos são para a humanidade.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Adrian Gabriel.

Fazer as coisas que eu não fiz, tipo agarrar uma menina como se eu fosse um maniaco... e teria toda a razão porque ela tava linda. e seus olhos, nossa, são os mais bonitos que eu já ví. menina perfeita. humilde... apaixonante.! *-*... de for you said love pra Bia Honorato.



Adrian Silva

Não tem como...
você me deixa tarado.
você é linda,
e você é minha,
feita pra mim,
só não sabe disso.




quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Martha Medeiros.

Acho a maior graça. Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me
embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo,
faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir
desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!



Marilyn Monroe

Quando chega o momento certo,
eu os deixo pensarem o que quiserem.
Se eles se importam o suficiente
 para se incomodar com o que eu faço,
então já estou melhor do que eles.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Eça de Queiroz


Pensar e fumar são duas operações idênticas que consistem em atirar pequenas nuvens ao vento.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Eça de Queiroz

A gente nasce e morre só. E talvez por isso mesmo é que se precisa tanto de viver acompanhado.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Henfil

Se não houver frutos, valeu a beleza das flores;
se não houver flores, valeu a sombra das folhas;
se não houver folhas, valeu a intenção da semente.

Cora Coralina.

Fiz a escalada da montanha da vida
removendo pedras e plantando flores.